Thursday, 12 January 2017

Religion

Whenever I'm asked about my religion, I need to take a big breath. Most times I just say I'm a Buddhist to save time. The truth is I don't follow a specific religion. I take things from here and there and make my own, custom designed "religion".

We have a saying in Portugal (that probably only makes sense in Europe) that "all roads lead to Rome". This comes from the Roman Empire times, when they would literally build roads from Rome to all over the empire. However, it now has only a metaphorical meaning.

A metaphor that I think applies to religion.

I believe that all religions are roads that lead to the same destination. God, the Universe, Heaven... LOVE.

So, if all roads lead to Rome, it shouldn't matter which one we take. Sure, one might be straighter, faster... Another might have many narrow turns... But that's okay. It's okay that we all have these different roads, because we are all different from each other. Some people like to go fast and walk on a straight line, some people like to take their sweet time and find all those turns to be adventurous and fun... We're all heading the same way. We might as well enjoy the road while we're alive.

I also believe that it's okay to change roads. We might be walking on a certain road, realize it's not the best road for us and change to the next one. And maybe that one is still not the right fit for us, so we change again... And again... And again... And as many times as we want...
Why shouldn't we try all these different roads and find out which one we prefer?
We might even find out there is no right road for us and decide to build our own from pieces of stone we gathered from this and that road. And it's all okay!

We don't have to stick to this one road because our family ancestors have always been on this particular road. We are free! We can choose (or create) which ever road we want. The one that better suits us. Because I believe, the religion we choose should be custom designed and not one-size-for-all. We shouldn't try to change ourselves to fit a specific religion requirements. #1 Love is Love, it has no requirements or limitations. And #2, we are all different people. Each one of us. There aren't two people alike. What is right for me isn't necessarily what is right for you, and vice-versa.

Let's stop fighting about who is right or who's road is more pretty! Let's just respect each other's differences, enjoy the different choices of roads that already exist, enjoy the infinite possibilities for new "custom designed religions" and ultimately, enjoy our trip to Rome (I hear it's very nice)!


P.S.: Rome in Portuguese is Roma. Backwards it spells Amor, which means Love.

Tuesday, 10 January 2017

Para que serve a morte?

Deparando-me com a morte, dei por mim a pensar como será quando for a minha vez:
Como morrerei? Sofrerei? Quando morrerei? Quem virá ao meu funeral? Quem cuidará do que eu deixar? Quem ficar, será que vai sofrer ou saberá que eu estou bem? Como me sentirei, enquanto espírito, observando tudo isso?

Apercebi-me destes pensamentos porque a minha respiração, geralmente calma, estava acelerada. Como é que ficou assim? Há quanto tempo? Para onde a minha mente me levou?

Retomei o controle da minha própria mente. Parei o fluxo de pensamentos e respirei fundo...

Uma vez de volta a mim, surgiu um novo pensamento, como que em resposta a uma pergunta muda:
Não tenho que me preocupar com a morte, mas sim com a vida.

Nesse instante, os meus ombros relaxaram, a minha respiração aprofundou e voltou ao ritmo normal. Senti que me tinha libertado de um peso e deixei os pensamentos fluírem:

O Hoje é tudo o que existe. O Agora é tudo o que existe. O resto ou é passado, ou é um futuro imaginado. A vida é tudo o que existe e pede para ser vivida Agora.

Questionar-me sobre a morte não me levará a lado nenhum. Mas a Vida, sim:
Como é que eu escolho viver o Agora? O que escolho fazer com o meu Hoje? Como quero viver a minha Vida?

Por vezes (muitas vezes) esqueço-me disto, mas a morte vem relembrar-me.

O meu tempo é limitado. Como escolho vivê-lo é tudo o que importa. Há muita coisa que eu quero Viver e não há tempo a perder. Tem de ser já. Agora.

Now = Agora

Monday, 26 December 2016

O desabafo

Não sei como era antigamente, mas hoje as pessoas preferem rir do que pensar. Preferem algo que seja um escape a si próprias. Preferem uma fuga da realidade.

Porque se virem a realidade choram.

A realidade dói.

Assim, estamos a tornar-nos numa sociedade que ri e chora. Mas não pensa.

Pensar dói.

Os próprios governos assim querem que sejamos. Tiram proveito de que não pensemos. Até nos alimentam mais distracções através dos media.

Que será dos livros? Livros com mais de um centímetro de espessura; livros sem desenhos; livros de capa feia; livros de assuntos sérios; livros de conteúdo relevante e útil; livros que nos ensinam; livros que não só nos fazem pensar, mas que alteram a nossa opinião pré-concebida?

Que será de nós? Será que a maioria não compreende, que é ao enfrentar a realidade, que a mudamos? Será que a maioria não entende que o que dói é a constante ausência do presente? Será que a maioria não vê que é isso que está a passar às novas gerações?

Como poderia se não faz o esforço para reflectir sobre o que quer que seja? Como poderia, se esta maioria vive no desejo de uma vida melhor sem, no entanto, fazer algo para isso? Tudo o que faz é reclamar da vida e esconder-se atrás de um ecrã. De vez em quando lá joga no Euromilhões, mas sempre a pensar que "nunca sai nada".

Estou cansada de deambular por entre a maioria. Ovelhas, que seguem um qualquer pastor. Geralmente quem ou o que quer que apareça nos media com regularidade.



Se estás a ler este texto, e outros neste blog, fico feliz e agradeço-te. O mundo está nas nossas mãos. Vamos a ele?

Guerreiro & Ribeiro

Guerreiro Ribeiro é o meu nome. Guerreiro e Ribeiro são as minhas famílias. O Guerreiro e o Ribeiro estão dentro de mim. Fazem parte de mim. São o que me compõe. São as partes do meu Eu.

O lado Guerreiro:

Para ele tudo é uma luta, tudo é uma batalha, tudo é perder ou ganhar. Se queres algo, então tens de lutar muito por isso! Tens de ser o melhor. Tens de ganhar. Tens de chegar primeiro. Tudo é difícil, por isso tens de lutar e lutar muito! E uma coisa é certa, o Guerreiro nunca desiste! É lutar até morrer! Assim, com muito suor, trabalho e espírito de luta, o Guerreiro chega onde quer. Sempre. Mas uma vez lá, descobre que há mais lutas pela frente, mais vitórias para conquistar. O Guerreiro não tem tempo para parar e admirar o que já atingiu. Há sempre mais a fazer. Há sempre outra batalha a vencer. Há sempre algo melhor.

O lado Ribeiro:

Este podia ser chamado o lado Zen. Tal como um ribeiro, em que a água brota da terra e simplesmente flui... Há obstáculos, sim. Mas o Ribeiro contorna-os. Faz um desvio maior se for preciso, e está tudo bem. O Ribeiro sabe que é capaz de ultrapassar todos os obstáculos. O Ribeiro sabe que vai chegar aonde e a quem precisa de chegar. Só tem de deixar fluir a corrente de água. Corrente essa que está dentro de si. Corrente essa que é ele próprio. No fundo, o Ribeiro só tem de Ser ele mesmo. Nenhum obstáculo é suficientemente grande para o impedir de chegar aonde e a quem a corrente deseja que chegue.
O Ribeiro também dá de si. Sacia a sede de quem cruza o seu caminho, mas nem por isso fica mais pequeno. Por mais que dê, continua sempre do mesmo tamanho. Por onde passa, a vida floresce e ganha mais cor.

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A minha vida tem sido uma constante discussão entre estas duas partes que me compõem. A mente identifica-se com o Guerreiro. A mente não gosta de incertezas, não gosta de não possuir controlo sobre todas as variáveis. A mente não consegue compreender o "deixar fluir" do Ribeiro. Mas o coração entende.

Olhando para o passado, compreendo que por vezes haja necessidade deste lado Guerreiro. Situações de "fundo do poço", por exemplo, onde estamos por nossa conta. Nessas alturas, é bom saber que ele está aqui.

Quando o Guerreiro exausto de todas as tentativas falhadas, perde as forças e cai; passa por lá o Ribeiro. Na verdade a água do Ribeiro sempre passou por ali. O Guerreiro é que, forçado a parar pela exaustão, só agora se apercebia dela. O Guerreiro ao ver a água, começa a beber dela. Primeiro com dificuldade, está cheio de dores, mas depois torna-se mais fácil. O Guerreiro sabia que estava com sede, mas só depois de começar a beber, se apercebeu verdadeiramente da necessidade que tinha desta água. A água permite-lhe recuperar as suas forças e uma vez sentindo-se fortalecido, o Guerreiro levanta-se e volta à luta.

Uma vez fora do "poço", o desafio é de Guerreiro, passar a ser mais Ribeiro.

Nem sempre precisamos de ser Guerreiro, mas é sempre necessário ser Ribeiro. 

Guerreiro & Ribeiro